
A Polícia Civil, por meio da 4ª DECOR de Blumenau, deu cumprimento, nesta quinta-feira (04), a mandados de buscas domiciliares contra dois ex-ocupantes de cargos de chefia e direção na Secretaria de Obras de Timbó, na gestão 2020-2024.
A ação complementa a Operação Credenciamento, que apura o pagamento de propina em troca de contratação de empresa credenciada para prestação de serviços como, por exemplo, o de aluguel de máquinas pesadas (hora-máquina).
Ao longo da investigação, em setembro de 2025, a Polícia Civil cumpriu busca domiciliar contra um ex-servidor público, além de empresários beneficiados.
Nesta quinta-feira (4), a operação foi complementada para abarcar outros dois ex-servidores, em razão da descoberta de novos elementos (mensagens, depoimentos, documentos) acerca dos ilícitos praticados na Secretaria.
Nas próximas semanas, os investigados serão intimados para interrogatório, para então a Polícia Civil concluir a investigação.
Primeira fase da Operação
A operação Credenciamento foi deflagrada em setembro deste ano, para apurar supostos crimes contra licitações e contra a administração pública envolvendo contratos da Prefeitura de Timbó.
Segundo o delegado André Beckmann, responsável pelas investigações, as contratações suspeitas ocorreram entre 2022 e o final de 2024. De acordo com a apuração, um grupo familiar teria criado diversas empresas para viabilizar contratações diretas com o poder público, por meio do procedimento de credenciamento, que dispensa licitação.
A suspeita é de que ex-servidores públicos das secretarias de Obras e de Saúde direcionavam contratações para as empresas investigadas em troca de vantagens ilícitas.
Durante a primeira fase da operação, foram cumpridos seis mandados de busca domiciliar. A Justiça determinou, ainda, que os investigados estão proibidos de contratar com o poder público de forma cautelar.
As vantagens “ilícitas” recebidas pelos ex-servidores teriam sido em dinheiro, segundo Beckman.

Após a operação em setembro, a prefeitura de Timbó se manifestou, dizendo que as contratações foram realizadas em anos anteriores, de 2022 a 2024, e não possuem relação com a gestão atual. Informou também que os servidores alvos da operação também não fazem mais parte do quadro de funcionários públicos, mas que a gestão estava à disposição das autoridades policiais e judiciárias para auxiliar nas investigações no que fosse necessário.
Fonte: O Auditório





