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Programa: Bem Sertanejo

Campanha de Multivacinação começa nesta segunda-feira (11)

Crianças e adolescentes com menos de 15 anos devem comparecer a postos de saúde com caderneta de vacinação.

Começa nesta segunda-feira (11) a Campanha Nacional de Multivacinação. Até 22 de setembro, os postos de saúde da rede pública oferecerão 16 tipos de vacinas para crianças e adolescentes com menos de 15 anos. As vacinas serão contra doenças como sarampo, paralisia infantil, varicela, caxumba, rubéola, meningite, hepatite A, hepatite B, febre amarela e HPV.


O 'Dia D' de vacinação será em 16 de setembro, quando todos os postos de saúde da rede pública de Santa Catarina estarão abertos das 8h às 17h.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) o objetivo da campanha é atender quem ainda não tiver se vacinado ou completar esquemas de vacinação.


“É fundamental que toda a população alvo compareça aos serviços de saúde com a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde possam avaliar se há alguma vacina que ainda não foi administrada ou se há doses que necessitam ser aplicadas ", explicou Vanessa Vieira da Silva, gerente da Dive.


Se a criança ou o adolescente não tiverem mais a caderneta de vacinação, os pais ou responsáveis podem solicitar a segunda via na unidade de saúde em que as vacinas anteriores foram aplicadas.
 

Vacinas oferecidas durante a campanha
 
BCG (contra formas graves de tuberculose) – destinada a menores de 5 anos;
Hepatite A – para menores de 5 anos;
Penta (hepatite B, difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae B) – para menores de 7 anos;
Hepatite B – para crianças de até 30 dias de idade; crianças e adolescentes entre 7 anos e menores de 15 anos;
VIP (vacina inativada contra a poliomielite)- para menores de 5 anos;
VOPb (vacina oral contra a poliomielite) - menores de 5 anos;
Rotavírus humano - menores de 7 anos;
Pneumocócica 10 valente - menores de 5 anos;
Meningocócica C conjugada - crianças a partir de 3 meses de idade a menores de 5 anos e adolescentes de 12 e 13 anos;

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) - crianças a partir de 12 meses de idade e adolescentes menores de 15 anos;
Tetraviral (sarampo, caxumba, varicela e rubéola) ou tríplice viral + varicela (atenuada) - menores de 5 anos;
DTP (difteria, tétano e coqueluche) - até menores de 7 anos;
dT (difteria e tétano) - para crianças a partir de 7 anos e adolescentes menores de 15 anos;
dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) - para gestantes menores de 15 anos de idade;
HPV (papiloma vírus) - meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos;
Febre amarela

 

Fonte: G1 SC

Gasolina terá aumento de 3,3% nas refinarias a partir desta terça-feira

Combustível acumula alta de 11,2% com últimos reajustes

A Petrobras anunciou para esta terça-feira (5) aumento de 3,3% na gasolina e de 0,1% no diesel. Nos últimos reajustes consecutivos, a gasolina acumulou acréscimo de preço de 11,2% desde o dia 31 de agosto. Já o diesel ficou 8,94% mais caro. 

O aumento é nas refinarias e está de acordo com a nova política de preços da estatal, que utiliza como base "o preço de paridade de importação, que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos principais concorrentes para o mercado - importação do produto". 

Após dois meses em vigor da nova política de reajuste do preço dos combustíveis, a Petrobras avaliou como positiva a mudança implantada em 3 de julho, com aumentos ou reduções quase diários da gasolina e do óleo diesel. Em reunião na semana passada, o Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras disse que "os ajustes promovidos têm sido suficientes para garantir a aderência dos preços praticados pela companhia às volatilidades dos mercados de derivados e ao câmbio". 

Para o consultor Adriano Pires, sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (Cbie), a política de ajustes é positiva para a empresa, que, segundo ele, tem conseguido diminuir a capacidade ociosa das refinarias e reconquistar mercado na venda de gasolina e de diesel no país. 


— Acho que a política está tendo sucesso, as empresas que importavam estão tendo que ter muito mais cuidado na importação, porque a importação às vezes demora, o prazo da chegada do produto no Brasil é de uns 30 dias, e em 30 dias a Petrobras pode ter feito 30 reajustes, para baixo ou para cima, no preço da gasolina. Então, agora, as distribuidoras/importadoras de gasolina e óleo diesel têm que prestar muita atenção no estoque dos produtos. Porque antes olhavam muito só a questão do preço.

Do ponto de vista da sociedade, Pires considera uma boa política porque os reajustes diários banalizam os aumentos ou reduções e "tiram a gasolina e o diesel da primeira página do jornal". 

— A gente tinha uma cultura no Brasil de achar que preço de gasolina e diesel é diferente do preço do leite, do arroz, do feijão, e sempre ficava aquela expectativa, quando é que vai anunciar o aumento da gasolina, o aumento do diesel, daí dava primeira página do jornal e o cara aumentava o pão na padaria, o refrigerante e a cachaça no mercado — argumentou. 

Segundo ele, anteriormente os reajustes eram feitos "para controlar a inflação, aumentar a arrecadação ou ajudar os candidatos apoiados pelo governo de plantão a ganharem as eleições". 

Já o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, afirmou que a nova política não diminuiu a ociosidade das refinarias, nem fez a empresa reconquistar mercado. 

— Na verdade, através da política de preço da Petrobras, a gente está entregando o mercado brasileiro para os importadores. Você pode verificar isso tanto na ociosidade das refinarias quanto nos dados de importação de derivados. Com essa política de preços, a Petrobras aumentou o preço nas refinarias. E quando reajustou o seu preço nas refinarias, ela viabilizou a importação por terceiros. Isso é o mesmo que entregar o mercado brasileiro para os concorrentes — disse. 

Coutinho discorda que os combustíveis possam ser considerados como as outras commodities (mercadorias com preços em dólar). Segundo ele, "a qualidade de vida das pessoas está ligada à intensidade energética do seu consumo". 

— A energia é o que movimenta a economia, é o que movimenta a indústria, é o que faz com que as mercadorias e as pessoas circulem. Então, quando você tem preço da energia alto, você torna toda a economia menos produtiva. E essa improdutividade da economia impacta nas condições de vida da população. Quando você consegue ter uma economia com os custos de energia mais baixos, ela fica mais competitiva e as pessoas podem consumir mais — opinou. 

O engenheiro lembra também da importância do preço da energia para a economia interna ser capaz de competir internacionalmente e no caráter estratégico e militar. 

— Você tratar a questão da energia, do petróleo, como se fosse uma mercadoria qualquer e fosse substituível, é uma falácia. Isso não é feito pelos principais países. Pelo contrário, se trata a questão da soberania energética, assim como a soberania alimentar, como uma questão vital para o interesse nacional. Quando você trata, no Brasil, o petróleo brasileiro como se fosse uma mercadoria qualquer, na verdade você está favorecendo os interesses estrangeiros que querem se apropriar do petróleo, e que não tratam o petróleo dessa forma — finalizou.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

Nº de habitantes cai em mais de 1/3 das cidades de SC, segundo IBGE

Queda ocorreu em 100 dos 295 municípios. População no estado passou de 7 milhões.

O número de habitantes em mais de 1/3 das cidades de Santa Catarina caiu entre 2016 e 2017, segundo estimativa Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União. A queda ocorreu em 100 dos 295 municípios.


O IBGE destacou que quase 1/4 dos municípios brasileiros queda no número de moradores. Esta tendência ocorreu, principalmente, no grupo de cidades com até 20 mil habitantes. A maior queda no estado foi em Piratuba, no Oeste, com -2,54%.


Santa Catarina tem 7.001.161 habitantes. Em 2016, a população do estado era estimada em pouco mais de 6,9 milhões habitantes. O crescimento foi de 1,31% (cerca de 90,6 mil de pessoas a mais).


Joinville continua sendo a cidade mais populosa do estado, com 577.077. Já a capital Florianópolis tem 485.838 moradores. Santiago do Sul é o município com a menor população - apenas 1.317.


A cidade com maior crescimento em Santa Catarina foi Araquari, na região Norte, com 4,14%: de 33.867 para 35.268 habitantes.
Santa Catarina é o décimo estado mais populoso. São Paulo permanece na primeira posição, com 45.094.866 habitantes. O estado com a menor população é Roraima, que tem 522.636 habitantes.


De acordo com o IBGE, a taxa de crescimento populacional vem desacelerando nos últimos anos. A razão principal da redução no ritmo de crescimento, segundo o instituto, é a queda na taxa de fecundidade.
 

Cidades mais populosas de SC


Joinville: 577.077
Florianópolis: 485.838
Blumenau: 348.513
São José: 239.718
Chapecó: 213.279
 

Cidades menos populosas de SC

Santiago do Sul: 1.317
Lageado Grande: 1.453
Paial: 1.577
Flor do Sertão: 1.594
Presidente Castelo Branco: 1.610

Metodologia
 
De acordo com o IBGE, a população de cada município brasileiro foi estimada por meio de um procedimento matemático. Tais estimativas são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos munícipios.
O método de cálculo baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010). As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais municipais ocorridas após 2010.


As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. A divulgação anual obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.

Fonte: G1 Santa Catarina
 

Projeto de lei quer destinar parte do IPVA para manutenção de estradas

Deinfra alega que R$ 20 milhões recebidos neste ano não foram suficientes para cobrir demandas das rodovias estaduais

Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) quer garantir verba para a manutenção dos quase sete mil quilômetros de rodovias estaduais (cinco mil são pavimentados). A sugestão é destinar 10% do valor arrecadado pelo Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ao serviço. 

A proposta do deputado Valdir Cobalchini é acrescentar uma observação ao artigo 11 da lei 7.543 que já designa 50% do imposto ao governo do Estado (o restante fica com o município onde o veículo é licenciado). A lei de 1988 não determina onde o recurso deve ser aplicado. Para ser aprovado, o PL precisa passar pela avaliação das comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Tributação e Transportes e Desenvolvimento Urbano. 

— Falta uma política de manutenção e preservação das rodovias. O que precisa para manter a competitividade (do Estado) e a segurança do usuário é uma malha viária em dia — defendeu o deputado. 

Hoje, o serviço conta com recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) — imposto que incide sobre os combustíveis, participação nas multas — que são rateadas com a polícia rodoviária, além de verbas do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra). 

No primeiro semestre deste ano, o Deinfra recebeu o total de R$ 20 milhões para investir na malha viária. Apesar disso, o presidente do departamento, Wanderley Agostini, alega que a demanda é maior do que a possibilidade de investimento. 

— Tudo o que vier é lucro, só vai melhorar as condições das rodovias — avaliou Agostini.

Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, os recursos do IPVA vão para a Fonte 100, que é o caixa geral do Tesouro. O dinheiro fica disponível para servir a qualquer demanda, seja ela de infraestrutura, saúde, segurança ou educação. A verba também pode ser usada para pagar a folha dos servidores ou a conta de uma obra. A secretaria defende que o Estado precisa da disponibilidade de recursos sem vínculos para atender as situações de emergência.

As federações estaduais de transporte e indústria apoiam a aprovação do projeto de lei. Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, as rodovias estão precárias e precisam de investimento em conservação. 

Um estudo feito pela Fiesc detectou que só as rodovias do Oeste, considerando estaduais e federais, precisariam de investimentos na ordem de R$ 14 milhões em pontos críticos que, segundo Côrte, são palcos de acidentes graves. 

— O custo de logística em Santa Catarina é maior do que a média brasileira, justamente pelas condições das nossas estradas. O que está sendo feito é insuficiente. As rodovias precisam de investimento para melhorar a trafegabilidade e reduzir acidentes — defendeu Côrte.   


Segundo relatório da Polícia Militar Rodoviária, as rodovias estaduais já registraram 5,5 mil acidentes só neste ano, sendo que 2,4 mil foram com vítimas leves ou graves. No entanto, o tenente-coronel Fabio Martins, responsável pela comunicação da PMRv, não relaciona os acidentes com a falta de manutenção das rodovias. Na avaliação dele, as colisões ocorrem muito mais por imprudência dos motoristas.

— É difícil você ver um acidente (com vítima) por causa de um buraco, por exemplo — avaliou Martins.  

Fonte: Jornal de Santa Catarina

Socorrista do Samu em SC salva motociclista e descobre que era seu filho: 'Atendimento mais difícil que já fiz'

Foi o atendimento mais difícil que já fiz", diz Sérgio Alves, atendente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Jaborá, no Oeste catarinense, há seis anos. Ele socorreu o filho após ele ter caído em um barranco de moto e ter ficado cerca de oito horas sobre pedras sem conseguir se movimentar. Cristian Dezavento Alves, de 19 anos, recebeu alta e foi para casa na tarde de terça-feira (22).


A equipe do Samu foi acionada na manhã de sexta-feira (18) por volta da 7h após um motociclista se perder em uma curva na estrada que liga Jaborá a Ouro e cair em um barranco cheio de pedras. O trecho da rodovia está em obras. "Quando fomos acionados falei para a minha colega: ‘Se prepara que é feio. Conheço ali e é uma pedreira".


"Lá na hora é que eu vi que era o meu filho. Eu estava de plantão desde a noite anterior e não sabia que ele tinha saído. Ele fraturou duas vértebras, teve traumatismo craniano, tava inconsciente e gelado. Se tivesse mais frio, ele poderia ter morrido de hipotermia", relembra o socorrista de 48 anos.

Cristian se acidentou por volta das 23h de quinta-feira quando voltava para casa após ter dado carona a um amigo. Ninguém viu o acidente. Tanto a moto como o motociclista caíram no barranco - com isso, motoristas que passaram pelo local não perceberam que alguém havia se acidentado. Após ter ficado caído nas pedras, o jovem tentou deixar o local para procurar ajuda, mas não conseguiu por causa dos ferimentos.

Na manhã seguinte, uma mulher que mora próximo ao local estava levando vacas para ordenhar e estranhou que os animais não quisessem passar pelo caminho de costume. Então observou uma moto caída nas pedras e um homem mais embaixo. Ela chamou o filho, que foi quem acionou o Samu.
"Esses vizinhos disseram que, por volta das 23h, ouviram um barulho muito alto, deve ter sido a moto no barranco", acredita Sérgio.
 

"Eu já atendi bastante acidente difícil, em que a vítima morreu, mas dessa vez foi a pior e vai ser a pior porque só tenho ele de filho", diz Sérgio

Somente na noite seguinte ao acidente, Cristian soube que havia sido resgatado pelo pai. "Não lembro de quase nada do que aconteceu. No hospital que ele me contou. Foi uma situação nova para mim, fiquei feliz", diz Cristian, ainda debilitado.


"Ele está meio esquecido, por causa do traumatismo craniano, pequeno, mas teve. Um colete foi colocado por causa das vértebras, que quebraram, mas ficaram no lugar. A possibilidade de cirurgia não foi descartada, mas vamos ver como vai ser a recuperação nos próximos meses”, diz o pai.
"Eu entendo que só Deus para ter salvado ele, porque onde caiu é uma pedreira. Não vou esquecer isso nunca mais".

Fonte: G1 Santa Catarina

 

Estatísticas da Segurança Pública apontam escalada de homicídios e outros crimes em Santa Catarina

Se a escalada da violência em Santa Catarina fosse acompanhada por um relógio, a quantidade de crimes cometidos daria ritmo acelerado ao giro dos ponteiros. A cada quatro minutos, por exemplo, algum pertence é furtado no Estado. A cada hora, ao menos um flagrante de tráfico de drogas é descoberto e duas pessoas são vítimas de assalto. Uma mulher é violentada sexualmente a cada três horas, em média, enquanto uma pessoa é assassinada a cada oito horas. 

Os números espelham estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP/SC) nos primeiros seis meses deste ano. Ocorrências como furtos, tráfico e violência sexual cresceram na comparação com o mesmo período do ano passado. Assaltos e latrocínios tiveram queda. Mas a maior preocupação da sociedade e das forças de segurança do Estado, os homicídios, têm taxas que superam ano após ano os próprios recordes negativos. 

Foram 529 casos de assassinato entre os últimos meses de janeiro a junho. Nunca Santa Catarina somou tantas mortes em um primeiro semestre. A conta não considera as ocorrências de confronto policial nem latrocínios. Dados da SSP/SC mostram que a proporção de homicídios forma uma curva crescente desde 2014. Cidades como Florianópolis e Joinville concentram a maioria dos casos e, como consequência, impulsionam as estatísticas estaduais. 

A Capital somou, nos seis primeiros meses do ano, mais mortes do que historicamente havia registrado em anos inteiros. Na visão do comando da Polícia Militar, tratam-se de ¿desvios de curva¿ nas estatísticas, um fenômeno que se reflete a partir da disputa territorial entre facções criminosas. O comandante-geral da PM em SC, coronel Paulo Henrique Hemm, reconhece que a polícia já não consegue mais fazer o trabalho preventivo como deveria e se dedica quase completamente à atuação repressiva. 

A observação tem respaldo nos números. Houve mais de 15 mil detenções no primeiro semestre deste ano, um recorde entre os períodos analisados. A conta da PM, que considera todas as conduções à delegacia, aponta uma marca até quatro vezes maior. Estatísticas oficiais também mostram um volume recorde de apreensões de adolescentes entre janeiro a junho: pelo menos mil adolescentes foram retirados das ruas por cometimento de atos infracionais. 

A polícia ainda recolheu mais de 1,8 mil armas no primeiro semestre, ou seja, cerca de 10 por dia.

—Significa que a polícia nunca trabalhou tanto. Os dados estão aí para comprovar. Fala-se em reforma política, tributária, mas não vejo a reforma criminal discutida. Uma legislação que venha ao encontro dos aplicadores da lei e, principalmente, da comunidade. Nesse aspecto, quem está desassistido é o cidadão — diz o coronel Hemm.

Números da violência também sugerem que a atuação policial não basta para conter a criminalidade. Apesar de concentrar o maior efetivo das tropas policiais e de executar o maior número de prisões e de apreensões de armas, Florianópolis lidera as estatísticas de assassinatos, furtos, roubos e tráfico. Neste último, a Capital teve mais ocorrências durante os seis primeiros meses deste ano do que as cidades de Joinville, Itajaí e Criciúma juntas.

O que acontece nas ruas tem impacto direto no sistema prisional da Grande Florianópolis. Já superlotadas, as cadeias da região estão sujeitas a interdições judiciais que limitam a entrada de presos nas unidades. No último mês de julho, a administração do sistema prisional chegou a cancelar a condução de presos às audiências de custódia em Florianópolis sob a alegação de falta de vagas. O problema só foi resolvido porque a Justiça permitiu a ampliação de 50 vagas temporárias no Complexo Penitenciário da Capital.

Relógio do Crime

Em SC, no 1º semestre de 2017, a cada
4 min
um furto é registrado
17 min
uma pessoa é presa
28 min
uma pessoa é assaltada
1h
uma ocorrência de tráfico é registrada
1h24min
uma arma é apreendida
2h37min
uma mulher é violentada sexualmente
4h
um adolescente é apreendido
8h12min
uma pessoa é assassinada

Fonte: Diário Catarinense

Cão prensado por contêiner por três horas é resgatado por bombeiros em SC

Mostarda é mascote dos funcionários de uma empresa de Itapoá; ele ficou preso em espaço de 10 centímetros de altura.

Um cão prensado por um contêiner durante mais de três horas foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Itapoá, no Norte catarinense, na noite de sábado (19).


Segundo a corporação, o animal estava desde às 17h preso em um espaço de 10 centímetros de altura e, quando os militares chegaram, ele já apresentava sinais de sofrimento.


O cachorro, chamado Mostarda, é mascote dos funcionários de uma empresa de contêineres. Os militares fizeram várias tentativas até conseguir libertar o animal às 20h45.


Na operação, combinaram o uso de três macacos manuais, além de ferramentas hidráulicas para fazer a suspensão do contêiner e retirar o cão.
Libertado, Mostarda foi deixado com os proprietários. Segundo os bombeiros, apesar de bastante assustado, o animal não ficou ferido.

Fonte: G1 Santa Catarina

Chuva causa estragos no Oeste de SC

Pelo menos três cidades registraram destelhamentos e alagamento.

Em decorrência da chuva, ao menos três cidades do Oeste catarinense registraram estragos na noite de sábado (19). De acordo com a Defesa Civil, Chapecó teve duas ocorrências após ventos fortes e Dionísio Cerqueira teve ao menos sete. Conforme os bombeiros voluntários, duas casas e uma área industrial foram destelhadas em Ipumirim.


A chuva forte que atingiu Chapecó alagou parte do prédio de resgate social da prefeitura. Depois disso, o local, segundo a Defesa Civil, foi coberto com lona. Parte do muro de uma casa caiu no mesmo município, também por causa da chuva. Com risco de afetar a residência, a Defesa Civil retirou dois casais do local e os levou para casa de parentes.
 

Em Ipumirim, com o vento forte, árvores foram derrubadas e duas casas foram destelhadas, uma no bairro Ary Giombelli e outra no bairro Simon. Uma área industrial também foi destelhada no bairro Scalco. Segundo os bombeiros voluntários da cidade, duas pessoas foram levadas para casa de familiares.
Parentes e amigos dos afetados auxiliaram na retirada de móveis para que não fossem danificados pela chuva.
Em Dionísio Cerqueira, de acordo com a Defesa Civil, cinco casas foram alagadas depois que pedras e lixo obstruíram bocas de lobo nas ruas. Outras duas casas foram destelhadas.

Fonte: G1 Santa Catarina

Governo de SC deve fazer repasse de R$ 400 milhões à Saúde este ano, diz Colombo

Governador falou sobre ações feitas para arrecadar verba. Secretário mostra preocupação com gastos em processos judiciais.

O governador Raimundo Colombo (PSD) e o secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso, fizeram nesta quarta-feira (16) uma visita técnica às instalações do novo centro cirúrgico do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Durante essa vistoria, em entrevista à NSC TV, Colombo falou sobre as ações para arrecadar verba para a saúde e afirmou que o governo deve repassar R$ 400 milhões para a Secretaria até o final do ano, como mostrou o Jornal do Almoço.
 

Arrecadação
 
Raimundo Colombo explicou as ações feitas para arrecadar verba para a saúde. “Nós fizemos um programa de Refis [Programa de Recuperação Fiscal] para recuperação de dívida fiscal e vamos colocar esse dinheiro extra na saúde. Uma parte do dinheiro excedente do Porto de São Francisco [do Sul] irá para a saúde. Nós estamos fazendo um outro movimento no SC Saúde para também aportar um recurso emergencial”, afirmou o governador.
Ele falou em valores. “Nós vamos conseguir colocar, com o dinheiro extra, até o final do ano, alguma coisa em torno de R$ 400 milhões. É suficiente para resolver todo o problema que a gente tem acumulado e tentar equacionar um equilíbrio para os próximos meses até dezembro”, declarou.
 

Dívida da Saúde
 
A Secretaria de Estado da Saúde diz que deve hoje R$ 780 milhões. Além dos processos na justiça, que podem chegar a um valor de R$ 400 milhões neste ano, o secretário admitiu má gestão financeira. “Nós estamos promovendo pela primeira vez uma organização, um controle de gastos hospitalares. Nós não tínhamos noção de quanto faturávamos há pouco tempo atrás", disse Caropreso.
"Duas são as preocupações principais da saúde: a organização dos hospitais próprios, os 13 hospitais, que consomem R$ 1,1 bilhão, e também a questão da judicialização. Para você ter uma ideia, nós pagamos hoje de honorários R$ 218 mil por mês para 50 pessoas defenderem o estado”, explicou o secretário.

Só para o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), localizado em Florianópolis, os repasses do governo estão atrasados em R$ 40 milhões. Faltam medicamentos nessa e em outras unidades do estado.
Os repasses também atrasaram há algumas semanas à organização social que administra o Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, de Joinville, Norte do estado. Alguns médicos que não receberam o salário integral não compareceram ao trabalho. A empresa Orcali, que fornecia mão de obra terceirizada de limpeza e manutenção, rompeu o contrato com o estado porque não estava recebendo o pagamento.
Colombo disse que acompanha a situação da saúde. “A gente avalia toda semana em uma reunião especial duas áreas que estão mais críticas, e uma terceira que eu acompanho todo dia, que é a segurança pública. E a gente faz uma ação em cima disso. Todas essas medidas que estão na Assembleia [Legislativa] ou que estão sendo provocadas resultam dessas avaliações. E foi nesse momento que nós resolvemos aportar um valor extra de uma forma especial para poder fazer frente a essas demandas”.
Em relação ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, o novo centro cirúrgico deve começar a funcionar em outubro.

Fonte: G1 SC

 

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