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Mais de 1,7 mil tartarugas foram achadas mortas em 2017 em SC

Dados mostram que cerca de 40% ficaram presas a redes de pesca fixas, que são proibidas.

Só neste ano, mais de 1,8 mil tartarugas foram recolhidas pelo Programa de Monitoramento de Praias no litoral de Santa Catarina. Destas, 95% estavam mortas, cerca de 1,7 mil, como mostrou o Jornal do Almoço desta quarta-feira (20).


Esses animais são comuns no estado porque se alimentam das algas, que há em grande quantidade nos costões de praias. O problema é que esta área também é muito visada pelos pescadores.


Dados do programa mostram que cerca de 40% das tartarugas que morreram ficaram presas a redes de pesca fixas, que são proibidas. Como é difícil identificar quem coloca as redes, a fiscalização dos órgãos ambientais é pouco eficiente. Sem conseguir sair da água, elas morrem afogadas.

Em condições de saúde normais, as tartarugas conseguem ficar até oito horas debaixo d'água, sem respirar. Mas no mar, ainda encontram outro problema: o lixo. Cerca de 20% das tartarugas encontradas mortas no estado ingeriram lixo, porque confundiram com alimento.


Com papel e plástico no estômago, elas ficam debilitadas. Morrem engasgadas ou, por causa da fraqueza, quando encontram as redes, não conseguem sair delas.

Recuperação
 
Uma tartaruga verde, como é conhecida a espécie, voltou para casa depois de três semanas. Ela foi encontrada na praia da Atalaia, em Itajaí, presa a uma rede de pesca.


Exames confirmaram que estava com desidratação e anemia, então foi levada para o Projeto Tamar, em Florianópolis, para recuperar a saúde. Nesta quarta-feira, ela foi devolvida ao mar, em Itajaí.
 

Dados
 
Em dois anos do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos foram registradas 5005 acionamentos de tartarugas em Santa Catarina - 206 vivas e 4799 mortas


Em 2017 foram 1885 tartarugas - 92 vivas e 1793 mortas

Fonte: G1 SC
 
 


 

Reitor da UFSC e outras seis pessoas são presas em operação contra desvio de recursos

Dinheiro de educação a distância teria sido desviado inclusive para pessoas sem vínculo com a universidade. Reitor é suspeito de atrapalhar investigação interna, segundo a PF.

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, e outras seis pessoas foram presas em Florianópolis na Operação Ouvidos Moucos nesta quinta-feira (14). Segundo a Polícia Federal, a ação tenta desarticular uma organização criminosa que supostamente desviou recursos de cursos de Educação a Distância (EaD) oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) na UFSC. Entre 2006 e 2017, foram repassados R$ 80 milhões para o programa. O valor desviado ainda é investigado.


A chefia do gabinete da reitoria da UFSC informou ao G1 que foi surpreendida pela operação e que não teve acesso ao processo.
A investigação aponta que verba destinada ao EaD foi desviada, inclusive para pessoas sem vínculo com a universidade, como parentes de professores e até um motorista. O reitor foi preso por suspeita de tentar barrar a investigação interna, segundo a PF.


Também são investigadas verbas de custeio de ensino, como para livros, viagens e transporte. Entre as constatações, estão casos de aluguel de carro com custo 10 vezes acima do mercado. Esta é uma primeira fase da investigação, que compreende os que articulavam e coordenavam o esquema. Em um segundo momento, serão investigados os beneficiados.

Prisões, buscas e conduções
 
Os nomes dos demais presos não vão ser divulgados, pois há um impeditivo judicial que mantém as identidades sob sigilo, informou a PF. Entretanto, a PF esclareceu que entre os envolvidos estão docentes, dois empresários que contratavam serviços para o EaD e um funcionário que prestava serviço para o programa.


Os sete presos foram afastados das funções públicas que exercem dentro da universidade, ao menos enquanto durarem as investigações. As prisões são preventivas e valem por cinco dias.


Cinco mandados de condução coercitiva, que é quando alguém é levado para depor, contra envolvidos no esquema no passado, também foram cumpridos.
Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão foram expedidos. Eles ocorreram em setores administrativos da UFSC e de fundações constituídas para o fomento às atividades de ensino, pesquisa e extensão acadêmica, bem como em endereços residenciais de docentes, funcionários e empresários. Um dos alvos é um depósito de documentos ainda não analisados pelos órgãos de fiscalização no Norte da Ilha.


Os mandados foram cumpridos por mais de 100 policiais em Florianópolis, Itapema e Brasília.


Ocorreram buscas na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação ligada ao Ministério da Educação destinada a apoiar programas de pós-graduação e a formação de professores de educação básica. A Justiça Federal determinou que a unidade central da Capes, em Brasília, "forneça imediatamente à PF acesso integral aos dados dos repasse para os programas de EaD da UFSC".

Esquema antigo
 
Indícios apontam que os desvios de verbas ocorrem há alguns anos. Os trabalhos começaram a partir de relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU) e foram encaminhados para PF.
Conforme o superintendente da AGU em Santa Catarina, Orlando Vieira de Castro Junior, foi pego dentro do montante de R$ 80 milhões um recorte de R$ 40 milhões, para fim de amostra de análise. Nestes, foram vistos alguns contratos e constatados irregularidades. Foram priorizados os contratos mais recentes para análise.


A PF informou que o nome da operação faz referência à desobediência reiterada da gestão da UFSC aos pedidos e recomendações dos órgãos de fiscalização e controle. "Não se trata de uma operação contra a instituição, a universidade foi e é parceira da Polícia Federal", Marcelo Mosele, superintendente da PF em Santa Catarina.


A ação desta quinta-feira é para tirar o acesso das pessoas que podiam comandar ou atrapalhar as investigações, conforme a PF.
Anda não se sabe a extensão dos desvios. "Temos que apurar todos que se beneficiaram desse esquema", afirma Érika Marena, delegada chefe de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal.

Envolvidos e coagidos
 
Professores da UFSC, especialmente do Departamento de Administração, empresários e funcionários de instituições e fundações parceiras "teriam atuado para o desvio de bolsas e verbas de custeio por meio de concessão de benefícios a pessoas sem qualquer vínculo com a universidade", afirma a PF.

Em alguns casos, bolsas de tutoria foram concedidas para pessoas sem qualquer vínculo com as atividades de magistério, "inclusive parentes de professores que integravam o programa receberam, a título de bolsas, quantias expressivas, além disto também foram identificados casos de direcionamento de licitação com o emprego de empresas de fachada na produção de falsas cotações de preços de serviços, especialmente para a locação de veículos".
A PF afirma que um dos casos mais graves, professores foram coagidos a repassar metade dos valores das bolsas recebidas para professores envolvidos com as fraudes.


Além dos crimes identificados na UFSC, a investigação revelou vulnerabilidade no controle e fiscalização dos repasses efetuados pela Capes no âmbito do programa UAB.
 

Reitor
 
Com uma disputa apertada, Cancellier foi escolhido novo reitor da UFSC em 2015. A gestão começou em 2016, com duração até 2020. Cancellier foi diretor do Centro de Ciências Jurídicas desde 2012. Tem graduação, mestrado e doutorado em Direito, pela UFSC, além de especialização em gestão universitária e direito tributário. Também foi membro do Conselho Editorial da EdUFSC de 2009 a 2013, chefiou o departamento de Direito da UFSC de 2009 a 2011 e presidiu a Fundação José Arthur Boiteux entre 2009 e 2010.
Com a vice-reitora da UFSC, Alacoque Lorenzini Erdmann, em viagem ao México, o pró-reitor de Extensão, Rogério Cid Bastos responde pelo comando da instituição, por ser decâno.


"O programa de EaD iniciou em 2006. Houve todo um trabalho de investigação para a correta aplicação dos recursos. Nós da UFSC estamos em consonância para esclarecer esses indícios e fazer a correta aplicação", disse Bastos.
O pró-reitor também afirmou na coletiva de imprensa que "não é um fato agradável" e que se trata de uma "investigação em andamento, não um processo de culpa formada".

Fonte: G1 Santa Catarina
 
 

 

Campanha de Multivacinação começa nesta segunda-feira (11)

Crianças e adolescentes com menos de 15 anos devem comparecer a postos de saúde com caderneta de vacinação.

Começa nesta segunda-feira (11) a Campanha Nacional de Multivacinação. Até 22 de setembro, os postos de saúde da rede pública oferecerão 16 tipos de vacinas para crianças e adolescentes com menos de 15 anos. As vacinas serão contra doenças como sarampo, paralisia infantil, varicela, caxumba, rubéola, meningite, hepatite A, hepatite B, febre amarela e HPV.


O 'Dia D' de vacinação será em 16 de setembro, quando todos os postos de saúde da rede pública de Santa Catarina estarão abertos das 8h às 17h.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) o objetivo da campanha é atender quem ainda não tiver se vacinado ou completar esquemas de vacinação.


“É fundamental que toda a população alvo compareça aos serviços de saúde com a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde possam avaliar se há alguma vacina que ainda não foi administrada ou se há doses que necessitam ser aplicadas ", explicou Vanessa Vieira da Silva, gerente da Dive.


Se a criança ou o adolescente não tiverem mais a caderneta de vacinação, os pais ou responsáveis podem solicitar a segunda via na unidade de saúde em que as vacinas anteriores foram aplicadas.
 

Vacinas oferecidas durante a campanha
 
BCG (contra formas graves de tuberculose) – destinada a menores de 5 anos;
Hepatite A – para menores de 5 anos;
Penta (hepatite B, difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae B) – para menores de 7 anos;
Hepatite B – para crianças de até 30 dias de idade; crianças e adolescentes entre 7 anos e menores de 15 anos;
VIP (vacina inativada contra a poliomielite)- para menores de 5 anos;
VOPb (vacina oral contra a poliomielite) - menores de 5 anos;
Rotavírus humano - menores de 7 anos;
Pneumocócica 10 valente - menores de 5 anos;
Meningocócica C conjugada - crianças a partir de 3 meses de idade a menores de 5 anos e adolescentes de 12 e 13 anos;

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) - crianças a partir de 12 meses de idade e adolescentes menores de 15 anos;
Tetraviral (sarampo, caxumba, varicela e rubéola) ou tríplice viral + varicela (atenuada) - menores de 5 anos;
DTP (difteria, tétano e coqueluche) - até menores de 7 anos;
dT (difteria e tétano) - para crianças a partir de 7 anos e adolescentes menores de 15 anos;
dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) - para gestantes menores de 15 anos de idade;
HPV (papiloma vírus) - meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos;
Febre amarela

 

Fonte: G1 SC

Gasolina terá aumento de 3,3% nas refinarias a partir desta terça-feira

Combustível acumula alta de 11,2% com últimos reajustes

A Petrobras anunciou para esta terça-feira (5) aumento de 3,3% na gasolina e de 0,1% no diesel. Nos últimos reajustes consecutivos, a gasolina acumulou acréscimo de preço de 11,2% desde o dia 31 de agosto. Já o diesel ficou 8,94% mais caro. 

O aumento é nas refinarias e está de acordo com a nova política de preços da estatal, que utiliza como base "o preço de paridade de importação, que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos principais concorrentes para o mercado - importação do produto". 

Após dois meses em vigor da nova política de reajuste do preço dos combustíveis, a Petrobras avaliou como positiva a mudança implantada em 3 de julho, com aumentos ou reduções quase diários da gasolina e do óleo diesel. Em reunião na semana passada, o Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras disse que "os ajustes promovidos têm sido suficientes para garantir a aderência dos preços praticados pela companhia às volatilidades dos mercados de derivados e ao câmbio". 

Para o consultor Adriano Pires, sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (Cbie), a política de ajustes é positiva para a empresa, que, segundo ele, tem conseguido diminuir a capacidade ociosa das refinarias e reconquistar mercado na venda de gasolina e de diesel no país. 


— Acho que a política está tendo sucesso, as empresas que importavam estão tendo que ter muito mais cuidado na importação, porque a importação às vezes demora, o prazo da chegada do produto no Brasil é de uns 30 dias, e em 30 dias a Petrobras pode ter feito 30 reajustes, para baixo ou para cima, no preço da gasolina. Então, agora, as distribuidoras/importadoras de gasolina e óleo diesel têm que prestar muita atenção no estoque dos produtos. Porque antes olhavam muito só a questão do preço.

Do ponto de vista da sociedade, Pires considera uma boa política porque os reajustes diários banalizam os aumentos ou reduções e "tiram a gasolina e o diesel da primeira página do jornal". 

— A gente tinha uma cultura no Brasil de achar que preço de gasolina e diesel é diferente do preço do leite, do arroz, do feijão, e sempre ficava aquela expectativa, quando é que vai anunciar o aumento da gasolina, o aumento do diesel, daí dava primeira página do jornal e o cara aumentava o pão na padaria, o refrigerante e a cachaça no mercado — argumentou. 

Segundo ele, anteriormente os reajustes eram feitos "para controlar a inflação, aumentar a arrecadação ou ajudar os candidatos apoiados pelo governo de plantão a ganharem as eleições". 

Já o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, afirmou que a nova política não diminuiu a ociosidade das refinarias, nem fez a empresa reconquistar mercado. 

— Na verdade, através da política de preço da Petrobras, a gente está entregando o mercado brasileiro para os importadores. Você pode verificar isso tanto na ociosidade das refinarias quanto nos dados de importação de derivados. Com essa política de preços, a Petrobras aumentou o preço nas refinarias. E quando reajustou o seu preço nas refinarias, ela viabilizou a importação por terceiros. Isso é o mesmo que entregar o mercado brasileiro para os concorrentes — disse. 

Coutinho discorda que os combustíveis possam ser considerados como as outras commodities (mercadorias com preços em dólar). Segundo ele, "a qualidade de vida das pessoas está ligada à intensidade energética do seu consumo". 

— A energia é o que movimenta a economia, é o que movimenta a indústria, é o que faz com que as mercadorias e as pessoas circulem. Então, quando você tem preço da energia alto, você torna toda a economia menos produtiva. E essa improdutividade da economia impacta nas condições de vida da população. Quando você consegue ter uma economia com os custos de energia mais baixos, ela fica mais competitiva e as pessoas podem consumir mais — opinou. 

O engenheiro lembra também da importância do preço da energia para a economia interna ser capaz de competir internacionalmente e no caráter estratégico e militar. 

— Você tratar a questão da energia, do petróleo, como se fosse uma mercadoria qualquer e fosse substituível, é uma falácia. Isso não é feito pelos principais países. Pelo contrário, se trata a questão da soberania energética, assim como a soberania alimentar, como uma questão vital para o interesse nacional. Quando você trata, no Brasil, o petróleo brasileiro como se fosse uma mercadoria qualquer, na verdade você está favorecendo os interesses estrangeiros que querem se apropriar do petróleo, e que não tratam o petróleo dessa forma — finalizou.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

Nº de habitantes cai em mais de 1/3 das cidades de SC, segundo IBGE

Queda ocorreu em 100 dos 295 municípios. População no estado passou de 7 milhões.

O número de habitantes em mais de 1/3 das cidades de Santa Catarina caiu entre 2016 e 2017, segundo estimativa Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União. A queda ocorreu em 100 dos 295 municípios.


O IBGE destacou que quase 1/4 dos municípios brasileiros queda no número de moradores. Esta tendência ocorreu, principalmente, no grupo de cidades com até 20 mil habitantes. A maior queda no estado foi em Piratuba, no Oeste, com -2,54%.


Santa Catarina tem 7.001.161 habitantes. Em 2016, a população do estado era estimada em pouco mais de 6,9 milhões habitantes. O crescimento foi de 1,31% (cerca de 90,6 mil de pessoas a mais).


Joinville continua sendo a cidade mais populosa do estado, com 577.077. Já a capital Florianópolis tem 485.838 moradores. Santiago do Sul é o município com a menor população - apenas 1.317.


A cidade com maior crescimento em Santa Catarina foi Araquari, na região Norte, com 4,14%: de 33.867 para 35.268 habitantes.
Santa Catarina é o décimo estado mais populoso. São Paulo permanece na primeira posição, com 45.094.866 habitantes. O estado com a menor população é Roraima, que tem 522.636 habitantes.


De acordo com o IBGE, a taxa de crescimento populacional vem desacelerando nos últimos anos. A razão principal da redução no ritmo de crescimento, segundo o instituto, é a queda na taxa de fecundidade.
 

Cidades mais populosas de SC


Joinville: 577.077
Florianópolis: 485.838
Blumenau: 348.513
São José: 239.718
Chapecó: 213.279
 

Cidades menos populosas de SC

Santiago do Sul: 1.317
Lageado Grande: 1.453
Paial: 1.577
Flor do Sertão: 1.594
Presidente Castelo Branco: 1.610

Metodologia
 
De acordo com o IBGE, a população de cada município brasileiro foi estimada por meio de um procedimento matemático. Tais estimativas são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos munícipios.
O método de cálculo baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010). As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais municipais ocorridas após 2010.


As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. A divulgação anual obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.

Fonte: G1 Santa Catarina
 

Projeto de lei quer destinar parte do IPVA para manutenção de estradas

Deinfra alega que R$ 20 milhões recebidos neste ano não foram suficientes para cobrir demandas das rodovias estaduais

Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) quer garantir verba para a manutenção dos quase sete mil quilômetros de rodovias estaduais (cinco mil são pavimentados). A sugestão é destinar 10% do valor arrecadado pelo Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ao serviço. 

A proposta do deputado Valdir Cobalchini é acrescentar uma observação ao artigo 11 da lei 7.543 que já designa 50% do imposto ao governo do Estado (o restante fica com o município onde o veículo é licenciado). A lei de 1988 não determina onde o recurso deve ser aplicado. Para ser aprovado, o PL precisa passar pela avaliação das comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Tributação e Transportes e Desenvolvimento Urbano. 

— Falta uma política de manutenção e preservação das rodovias. O que precisa para manter a competitividade (do Estado) e a segurança do usuário é uma malha viária em dia — defendeu o deputado. 

Hoje, o serviço conta com recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) — imposto que incide sobre os combustíveis, participação nas multas — que são rateadas com a polícia rodoviária, além de verbas do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra). 

No primeiro semestre deste ano, o Deinfra recebeu o total de R$ 20 milhões para investir na malha viária. Apesar disso, o presidente do departamento, Wanderley Agostini, alega que a demanda é maior do que a possibilidade de investimento. 

— Tudo o que vier é lucro, só vai melhorar as condições das rodovias — avaliou Agostini.

Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, os recursos do IPVA vão para a Fonte 100, que é o caixa geral do Tesouro. O dinheiro fica disponível para servir a qualquer demanda, seja ela de infraestrutura, saúde, segurança ou educação. A verba também pode ser usada para pagar a folha dos servidores ou a conta de uma obra. A secretaria defende que o Estado precisa da disponibilidade de recursos sem vínculos para atender as situações de emergência.

As federações estaduais de transporte e indústria apoiam a aprovação do projeto de lei. Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, as rodovias estão precárias e precisam de investimento em conservação. 

Um estudo feito pela Fiesc detectou que só as rodovias do Oeste, considerando estaduais e federais, precisariam de investimentos na ordem de R$ 14 milhões em pontos críticos que, segundo Côrte, são palcos de acidentes graves. 

— O custo de logística em Santa Catarina é maior do que a média brasileira, justamente pelas condições das nossas estradas. O que está sendo feito é insuficiente. As rodovias precisam de investimento para melhorar a trafegabilidade e reduzir acidentes — defendeu Côrte.   


Segundo relatório da Polícia Militar Rodoviária, as rodovias estaduais já registraram 5,5 mil acidentes só neste ano, sendo que 2,4 mil foram com vítimas leves ou graves. No entanto, o tenente-coronel Fabio Martins, responsável pela comunicação da PMRv, não relaciona os acidentes com a falta de manutenção das rodovias. Na avaliação dele, as colisões ocorrem muito mais por imprudência dos motoristas.

— É difícil você ver um acidente (com vítima) por causa de um buraco, por exemplo — avaliou Martins.  

Fonte: Jornal de Santa Catarina

Socorrista do Samu em SC salva motociclista e descobre que era seu filho: 'Atendimento mais difícil que já fiz'

Foi o atendimento mais difícil que já fiz", diz Sérgio Alves, atendente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Jaborá, no Oeste catarinense, há seis anos. Ele socorreu o filho após ele ter caído em um barranco de moto e ter ficado cerca de oito horas sobre pedras sem conseguir se movimentar. Cristian Dezavento Alves, de 19 anos, recebeu alta e foi para casa na tarde de terça-feira (22).


A equipe do Samu foi acionada na manhã de sexta-feira (18) por volta da 7h após um motociclista se perder em uma curva na estrada que liga Jaborá a Ouro e cair em um barranco cheio de pedras. O trecho da rodovia está em obras. "Quando fomos acionados falei para a minha colega: ‘Se prepara que é feio. Conheço ali e é uma pedreira".


"Lá na hora é que eu vi que era o meu filho. Eu estava de plantão desde a noite anterior e não sabia que ele tinha saído. Ele fraturou duas vértebras, teve traumatismo craniano, tava inconsciente e gelado. Se tivesse mais frio, ele poderia ter morrido de hipotermia", relembra o socorrista de 48 anos.

Cristian se acidentou por volta das 23h de quinta-feira quando voltava para casa após ter dado carona a um amigo. Ninguém viu o acidente. Tanto a moto como o motociclista caíram no barranco - com isso, motoristas que passaram pelo local não perceberam que alguém havia se acidentado. Após ter ficado caído nas pedras, o jovem tentou deixar o local para procurar ajuda, mas não conseguiu por causa dos ferimentos.

Na manhã seguinte, uma mulher que mora próximo ao local estava levando vacas para ordenhar e estranhou que os animais não quisessem passar pelo caminho de costume. Então observou uma moto caída nas pedras e um homem mais embaixo. Ela chamou o filho, que foi quem acionou o Samu.
"Esses vizinhos disseram que, por volta das 23h, ouviram um barulho muito alto, deve ter sido a moto no barranco", acredita Sérgio.
 

"Eu já atendi bastante acidente difícil, em que a vítima morreu, mas dessa vez foi a pior e vai ser a pior porque só tenho ele de filho", diz Sérgio

Somente na noite seguinte ao acidente, Cristian soube que havia sido resgatado pelo pai. "Não lembro de quase nada do que aconteceu. No hospital que ele me contou. Foi uma situação nova para mim, fiquei feliz", diz Cristian, ainda debilitado.


"Ele está meio esquecido, por causa do traumatismo craniano, pequeno, mas teve. Um colete foi colocado por causa das vértebras, que quebraram, mas ficaram no lugar. A possibilidade de cirurgia não foi descartada, mas vamos ver como vai ser a recuperação nos próximos meses”, diz o pai.
"Eu entendo que só Deus para ter salvado ele, porque onde caiu é uma pedreira. Não vou esquecer isso nunca mais".

Fonte: G1 Santa Catarina

 

Estatísticas da Segurança Pública apontam escalada de homicídios e outros crimes em Santa Catarina

Se a escalada da violência em Santa Catarina fosse acompanhada por um relógio, a quantidade de crimes cometidos daria ritmo acelerado ao giro dos ponteiros. A cada quatro minutos, por exemplo, algum pertence é furtado no Estado. A cada hora, ao menos um flagrante de tráfico de drogas é descoberto e duas pessoas são vítimas de assalto. Uma mulher é violentada sexualmente a cada três horas, em média, enquanto uma pessoa é assassinada a cada oito horas. 

Os números espelham estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP/SC) nos primeiros seis meses deste ano. Ocorrências como furtos, tráfico e violência sexual cresceram na comparação com o mesmo período do ano passado. Assaltos e latrocínios tiveram queda. Mas a maior preocupação da sociedade e das forças de segurança do Estado, os homicídios, têm taxas que superam ano após ano os próprios recordes negativos. 

Foram 529 casos de assassinato entre os últimos meses de janeiro a junho. Nunca Santa Catarina somou tantas mortes em um primeiro semestre. A conta não considera as ocorrências de confronto policial nem latrocínios. Dados da SSP/SC mostram que a proporção de homicídios forma uma curva crescente desde 2014. Cidades como Florianópolis e Joinville concentram a maioria dos casos e, como consequência, impulsionam as estatísticas estaduais. 

A Capital somou, nos seis primeiros meses do ano, mais mortes do que historicamente havia registrado em anos inteiros. Na visão do comando da Polícia Militar, tratam-se de ¿desvios de curva¿ nas estatísticas, um fenômeno que se reflete a partir da disputa territorial entre facções criminosas. O comandante-geral da PM em SC, coronel Paulo Henrique Hemm, reconhece que a polícia já não consegue mais fazer o trabalho preventivo como deveria e se dedica quase completamente à atuação repressiva. 

A observação tem respaldo nos números. Houve mais de 15 mil detenções no primeiro semestre deste ano, um recorde entre os períodos analisados. A conta da PM, que considera todas as conduções à delegacia, aponta uma marca até quatro vezes maior. Estatísticas oficiais também mostram um volume recorde de apreensões de adolescentes entre janeiro a junho: pelo menos mil adolescentes foram retirados das ruas por cometimento de atos infracionais. 

A polícia ainda recolheu mais de 1,8 mil armas no primeiro semestre, ou seja, cerca de 10 por dia.

—Significa que a polícia nunca trabalhou tanto. Os dados estão aí para comprovar. Fala-se em reforma política, tributária, mas não vejo a reforma criminal discutida. Uma legislação que venha ao encontro dos aplicadores da lei e, principalmente, da comunidade. Nesse aspecto, quem está desassistido é o cidadão — diz o coronel Hemm.

Números da violência também sugerem que a atuação policial não basta para conter a criminalidade. Apesar de concentrar o maior efetivo das tropas policiais e de executar o maior número de prisões e de apreensões de armas, Florianópolis lidera as estatísticas de assassinatos, furtos, roubos e tráfico. Neste último, a Capital teve mais ocorrências durante os seis primeiros meses deste ano do que as cidades de Joinville, Itajaí e Criciúma juntas.

O que acontece nas ruas tem impacto direto no sistema prisional da Grande Florianópolis. Já superlotadas, as cadeias da região estão sujeitas a interdições judiciais que limitam a entrada de presos nas unidades. No último mês de julho, a administração do sistema prisional chegou a cancelar a condução de presos às audiências de custódia em Florianópolis sob a alegação de falta de vagas. O problema só foi resolvido porque a Justiça permitiu a ampliação de 50 vagas temporárias no Complexo Penitenciário da Capital.

Relógio do Crime

Em SC, no 1º semestre de 2017, a cada
4 min
um furto é registrado
17 min
uma pessoa é presa
28 min
uma pessoa é assaltada
1h
uma ocorrência de tráfico é registrada
1h24min
uma arma é apreendida
2h37min
uma mulher é violentada sexualmente
4h
um adolescente é apreendido
8h12min
uma pessoa é assassinada

Fonte: Diário Catarinense

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