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Educação financeira começa na infância, dizem especialistas

Na primeira reportagem da série do Bom Dia Santa Catarina você confere exemplos que vem de dentro de casa e da escola.

A educação financeira começa na infância, dizem os especialistas. A primeira reportagem da série Seu Dinheiro Vale Mais, do Bom Dia Santa Catarina, mostra exemplos positivos da relação entre pais e filhos e o papel da escola nesse processo.


Para o Juliano Fernandes, que é coach financeiro, tudo começa principalmente dentro de casa.


"Desde criança, desde a nossa infância, a gente não tem a educação financeira, a gente não teve educação financeira na escola, na faculdade e a gente chega na fase adulta, sem saber como lidar com o dinheiro, então a gente prefere consumir do que guardar dinheiro,a gente prefere consumir do que investir no nosso futuro, investir nos nossos sonhos", argumenta.


Um exemplo veio da casa do garçom Neuri de Medeiros, pai do Vitor Gabriel dos Santos, de 13 anos. As moedas que o Vitor Gabriel cata pela casa ou que sobram do troco do pão vão parar numa caixa que virou cofre e já chegou a ter R$ 200.


Foram meses até ele conseguir comprar a chuteira e a bola, mas isso não foi um problema para o Gabriel. Ele sabe bem a importância de se planejar.
A regra número um para quem tem planejamento financeiro é poupar para momentos de emergência, imprevistos. E no caso do Gabriel, isso é algo que ele aprendeu desde muito cedo. Já que há 13 anos ele mesmo foi o inesperado na família.


"A gente teve ele muito cedo, com 16 anos, ela ficou grávida dele. Então, ele acompanhou toda a nossa fase de construção, de juntar dinheiro, comprar terreno, então ele amadureceu muito com isso e aprendeu a dar valor ao dinheiro", conta Neuri.


E economizar foi uma lição que Gabriel aprendeu desde cedo com o pai.
 

"Desde pequeno ele sempre me ensinou a guardar dinheiro, a ter meu próprio dinheiro, a saber gastar, economizar, guardar", conta o estudante.

E ensinou tão bem, que às vezes, até se surpreende. "Ano passado o celular dele [Vitor Gabriel] quebrou. 'Filho o pai vai parcelar um celular pra ti'. A resposta que ele me deu: 'pai, não precisa eu espero'. Primeiro paga as contas", disse Gabriel.


"Isso me chocou né? Eu até consegui guardar um dinheirinho e comprei à vista depois", contou Neuri.


"Eu pensei que eu podia esperar, não era uma coisa tão necessária naquele momento", argumentou Gabriel.


Outro exemplo vem da casa da médica Vanessa Stüpp Schwitter, que multiplica os bons hábitos financeiros. Ela tem um casal de filhos, a Lara e o Léo.
"Se nao tiver uma harmonia entre aquilo que tu falas e aquilo que tu faz, a criança vai pegar isso rápido... e isso aumenta a responsabilidade como pais mesmo, porque eles estão observanddo aquilo que a gente faz", afirma a médica.


A Lara juntou dinheiro por dois anos para comprar o computador e o Léo, a bicicleta e o videogame.


"Não que a gente nao pudesse dar a bicicleta, mas esse prazer que eles tiveram nesse processo de guardar o dinheiro, depois poder comprar e entender que participaram de uma forma ativa isso é muito legal", conta a mãe.


"Quando eles são muito pequininhos eu acho que colocar o limite e persistir no limite, porque as vezes é dificil. A criança usa das estratégias que ela tem pra conseguir o que ela quer e a gente tem que ser firme. Até uma determinada idade da trabalho se manter firme, porque nem sempre tu tem paciência, às vezes prefere ceder logo para resolver a situação, principalmente quando é em público, essa é uma dica que deu certo. Existe não, e não é não", finaliza Vanessa.


Para o coach financeiro, essa relação de confiança entre pais e filhos é fundamental para o aprendizado.

Fonte: G1 SC

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