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Programa: Bem Sertanejo

Meninos e meninas passam intervalo em escola pública fazendo crochê em Itajaí

Para a diretora, além de estimular os alunos, as atividades ajudam a combater preconceitos.

Meninos e meninas de uma escola da rede pública de Itajaípassam o recreio das atividades educativas fazendo crochê. A iniciativa que existe desde 2012 ganhou adesão dos alunos e tem ajudado a desenvolver várias habilidades, inclusive em estudantes com síndrome de Down e autismo, por exemplo.


"Desenvolve bastante a concentração, a paciência, perseverança e também a coordenação motora, a questão do erro, acerto, voltar para fazer de novo. O lado emocional também. É usado como terapia esses trabalhos manuais", conta a professora Fátima Demartino.


O crochê está entre as atividades que mais tem feito sucesso no contraturno escolar que atende alunos da rede pública de Itajaí. Além da atividade, os alunos aprendem outros trabalhos manuais, principalmente com materiais reciclados.


Para a diretora da escola, Adriana dos Santos, além de estimular os alunos, as atividades ajudam a combater preconceitos. "Há tanto preconceito, há tanta discriminação. E a gente quer tornar o ser humano cada vez mais amoroso, mais sensível. A gente acredita que com essas atividades a gente estimule isso", conta.

"A mãe do meu pai e a mãe da minha mãe fazia. Aí eu pedia pra ensinar, mas não tinha tempo, porque tinha que fazer outras coisas lá pra casa”, conta Pedro Henrique de Oliveira Chaves, de 12 anos, que é um dos meninos que passa todo o intervalo da aula concentrado entre a agulha e o barbante. Ele estuda de tarde e pela manhã faz crochê.

“Eu já fiz dois cachecóis e agora estou fazendo uma touca”, conta a aluna Heloise Vargas, também de 12 anos. O estudante Gustavo Fulgêncio também virou adepto do trabalho manual:
 

“O problema só é que demora para terminar, mas vale a pena", diz Gustavo, de 13 anos.

As crianças ganham aptidão em diversas atividades ensinadas no contraturno. Islan Garcês aprendeu também a costurar. “Minha mãe ficou feliz porque eu sabia costurar. Meu pai não deu muita bola, achou estranho”, conta o menino.

Fonte: G1 SC

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