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SC deve economizar R$ 900 milhões em dez anos com reforma da Previdência

O Estado vai economizar R$ 900 milhões em 10 anos com a reforma da Previdência. A estimativa é do presidente do Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Iprev), Kliwer Schmitt. Ele coordena um grupo de trabalho que reúne representantes de todos os poderes, como foi adiantado pelo colega Moacir Pereira. Os estudos estão quase finalizados. Os cálculos iniciais indicam ainda que a economia pode chegar a R$ 3,3 bilhões em 15 anos; e a R$ 6,4 bilhões em 20 anos.

— Estamos encaminhando mais uma iniciativa de Estado, não de um governo. Poucos frutos serão colhidos a curto prazo. Os maiores resultados virão nas gestões futuras. Trata-se de mais uma medida de austeridade do governo Moisés, frise-se, alinhada ao governo federal — explicou Kliwer Schmitt.

A reforma não terá diferenças da que foi aprovada no Congresso Nacional através da emenda 103 — e que já está valendo desde o dia 13 de novembro aos trabalhadores do regime geral e servidores públicos federais.

O governador Carlos Moisés deve protocolar quinta-feira (28) os projetos na Assembleia Legislativa de SC (Alesc). Serão um projeto de emenda parlamentar e um projeto de lei complementar.

Importante ressaltar que a reforma catarinense não irá impactar aqueles que já se aposentaram, pensionistas ou que estão na ativa e já cumpriram os requisitos para se aposentar.

As regras nacionais são as mesmas das catarinenses: estabelece idade mínima para homens (65) e mulheres (62), acabam com a paridade nas pensões, entre tantos itens aprovados no Congresso.

— Na média, o servidor da ativa terá que trabalhar mais cinco anos. A reforma é importante para garantir os benefícios futuros — aponta o presidente do Iprev.

Esse grupo de trabalho representa um sinal de maturidade dos poderes em Santa Catarina. Um gesto de responsabilidade fiscal com olho no futuro. Cabe agora ao deputados estaduais não desidratarem as propostas.

Os R$ 900 milhões economizados em dez anos serão gastos em políticas públicas para todos os catarinenses. Esse é o ponto. O resto é corporativismo.

Fonte: NSC Total

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