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Programa: Paradao de Sucessos

"Não adianta imaginar que frases feitas vão administrar o Brasil", afirma Ciro Gomes em palestra em Blumenau

Pré-candidato à Presidência pelo PDT esteve na cidade na noite desta quarta-feira e falou com acadêmicos sobre economia e administração pública

Em uma dualidade de quem usa termos populares e faz brincadeiras, disparando sequências de raciocínio rápidas e uma chuva de dados técnicos e exemplos, Ciro Gomes (PDT) gera reações. Independentemente de posicionamento político, alguma resposta é esboçada por quem ouve o cearense presidenciável, e foi assim na noite desta quarta-feira em passagem do pré-candidato à Presidência do PDT por Blumenau, em palestra na Furb.

Bastaram 30 segundos de palestra para que Ciro citasse o número de homicídios registrados no Brasil e uma série de dados sobre violência, segurança, direitos humanos e economia. 

– Gosto de me refugiar em números, pois eles me protegem de paixões – diz o advogado e ex-ministro da Fazenda e Integração Nacional (nos governos Lula e Itamar Franco) e ex-governador do Ceará.

Na fala aos acadêmicos, Ciro citou várias vezes outros candidatos e fez questão de frisar a necessidade de espaço para o debate no país:

– Deveríamos todos refletir sobre o que aconteceu com o Brasil para chegar onde estamos. O problema do Brasil é estrutural e advém de um colapso do sistema tradicional.

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto que excluem o ex-presidente Lula como opção possível, atrás de Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede), Ciro falou sobre uma possível preferência dos estados do Sul aos candidatos da direita e destacou as forças de Santa Catarina em nível nacional – com destaque para a produção agrícola e a necessidade de melhorias nas maneiras de escoar a produção. Questionado sobre a duplicação da BR-470, tema sensível para o Vale do Itajaí, disse que não faz promessas, mas garante voltar à região.

Lembrando dos tempos de professor, no ambiente acadêmico o pré-candidato utilizou a palestra para explicar questões econômicas e de administração pública, além de comentários sobre o descrédito da população em relação à política. Foi aplaudido e, após a fala, respondeu perguntas dos acadêmicos, que ainda devem receber nos próximos meses as visitas de outros pré-candidatos à presidência. O diretório de acadêmicos do curso de Direito da Furb já trata com Álvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB), João Amoedo (Novo) e Jair Bolsonaro (PSL).

Fonte: Santa

Polícia apreende computadores em Joinville e busca suspeito de ameaçar adolescentes para obter fotos nuas

Autor dos crimes seria de Joinville e ao menos quatro vítimas do Paraná foram identificadas.

A Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) Joinville, no Norte catarinense, apreendeu na manhã desta sexta-feira (8) computadores em busca de um hacker, suspeito de chantagear e ameaçar adolescentes do Paraná para obter imagens nuas.

Conforme a delegada Georgia Marrianny Gonçalves Bastos, foram apreendidas 19 CPUs, 15 HD e um aparelho celular. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma lan house desativada e na casa do proprietário do estabelecimento, na Zona Sul da cidade.

De acordo com a delegada, as investigações começaram em 2016 no Paraná. Foram identificadas quatro adolescentes, entre 13 e 15 anos, vítimas do hacker.
O criminoso fazia perfis falsos de amigas das vítimas e começava a conversar com elas pelas redes sociais. Na sequência, exigia fotos nuas das adolescentes e fazia ameaças de morte envolvendo as famílias das vítimas.


As investigações continuam em busca do autor dos crimes.

Fonte: G1 SC

Com temperatura abaixo de zero, Urupema registra sincelo nesta sexta

Fenômeno é o congelamento das gotas de água em suspensão, formando camadas de gelo na vegetação.

Esta sexta-feira (8) amanheceu gelada em Urupema, na Serra Catarinense. A temperatura chegou aos -3,1º C, segundo a Central NSC de Meteorologia. O frio intenso favoreceu a ocorrência do fenômeno sincelo: os cristais tocam na vegetação e congelam, e vão se acumulando até formar uma camada espessa.

No Morro das Torres, ponto mais alto do município, a sensação térmica chegou aos -16º C. Além de impulsionar o turismo - os hotéis estão com 70% de lotação para este fim de semana, o frio também alterou a rotina das escolas. O horário de início das aulas foi adiado em 45 minutos, começando às 8h30.
"A gente pode ficar deitado mais um pouco na cama”, disse a aluna Sara Arruda, de 9 anos.

Fonte: G1 SC

 

'Tainhômetro' monitora em tempo real e reúne dados sobre a pesca da tainha em SC

Segunda versão da ferramenta tem como objetivo colaborar nas políticas públicas para manter a sustentabilidade da safra.

O monitoramento da pesca da tainha em Santa Catarina pode ser acompanhado por uma inovação que integra um banco de dados com informações sobre as capturas, local e data do que é pescado no estado. É a segunda versão do "Tainhômetro", que tem como objetivo colaborar para políticas que mantenham a sustentabilidade dessa atividade, declarada patrimônio imaterial do estado.

Até a manhã desta quinta-feira (7) o painel digital que está disponível na internet registrou mais de 178 mil quilos do peixe já desembarcadas no litoral catarinense nesta temporada. A cota fixada para esta safra é de 3.417 toneladas.

A iniciativa tem o apoio de entidades de diversas entidades de pescadores catarinenses e tem o objetivo de buscar soluções para a categoria. A primeira versão do "Tainhômetro" foi ao ar em 2017 e contava com dados cadastrados voluntariamente pelos pescadores.
A plataforma atual traz, além de um contador das toneladas capturadas, informações sobre gestão, legislação, fotos, notícias, estudos científicos e abre espaço para denúncias de pesca ilegal.

A proposta foi elaborada pela Oceana no Brasil em parceria com a Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca, Ministério do Meio Ambiente, Associação de Pescadores Profissionais Artesanais de Emalhe Costeiro de Santa Catarina (Appaesc), Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Secretaria de Pesca e Aquicultura de Laguna e o Conselho da Pastoral dos Pescadores (CPP).

Fonte: G1 SC

 

Violentada na infância, mulher vira policial e prende homem que a estuprou

Apesar de relatar abusos, caso só foi investigado quando apareceu outra vítima; 14 anos após o último abuso, ela mesma fez questão de prender fotógrafo que era amigo de seus pais.

Ela era uma menina falante, de 9 anos, que tinha uma coleção de bonecas e brincava de casinha com a melhor amiga. Amava andar de bicicleta e passar a tarde na rua com outras crianças. Seu único aparelho eletrônico era uma TV.
Ele era um fotógrafo de 39 anos, casado, apaixonado pela natureza, extremamente falante e muito amigável. Ganhava fácil a confiança daqueles ao seu redor com suas conversas sobre praias, rios e viagens.


A menina e o fotógrafo se viram pela primeira vez no verão de 2002. Tábata* foi estuprada diversas vezes durante dois anos e meio pelo homem, amigo de seus pais. Cerca de 14 anos depois do último abuso, eles se reencontraram.


Desta vez, Tábata segurou firme o braço de seu agressor com uma mão enquanto empunhava uma arma com a outra. Ela o conduziu, algemado, até o fundo de uma cela, trancou o xadrez e saiu aliviada, "como se tivesse encerrado um ciclo". O dia 21 de dezembro de 2016 ficou marcado para a policial civil de Santa Catarina, hoje com 26 anos, como a data em que prendeu o homem que a estuprou na infância.


Em entrevista à BBC Brasil, ela contou a história pela primeira vez a um jornalista. Tábata diz que fez isso para encorajar outras mulheres a denunciar seus agressores. "Denunciar e mexer nisso foi um processo de cura", diz.
 

Acampamento
 
O pai de Tábata conheceu o fotógrafo quando ela tinha 9 anos. Pouco tempo depois, os dois se tornaram amigos e pegaram o hábito de jogar futebol juntos.
Rapidamente, os amigos passaram a promover uma integração entre suas famílias. Elas passaram a sair e acampar juntas nos fins de semana de verão. Os lugares preferidos eram campings próximos ao rio Uruguai, na divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Tábata se recorda dos dias divertidos e dos banhos de rio que tomava ao lado dos dois casais. Juntos, os cinco faziam viagens de carro, trilhas em áreas de difícil acesso e pernoitavam em barracas na mata.
 
"Logo, ele (o fotógrafo) começou a me molestar. Ele se aproximava e ficava passando a mão em mim. Eu não entendia. Aquilo me incomodava, mas eu não via o caráter criminoso naquilo que ele estava fazendo. Não falei nada para a minha família, até hoje não sei dizer o porquê", conta Tábata.
A garota tinha uma meia-irmã 8 anos mais velha, que não frequentava os acampamentos. "Ela não era muito próxima do meu pai por não ser filha biológica dele. Ela costumava ficar em casa assistindo à TV e estudando", conta.


Segundo Tábata, o agressor se aproveitava de sua fragilidade, do isolamento e da pouca visibilidade em meio às árvores - distante dos olhares dos adultos - ou durante os mergulhos da menina na água para se aproximar e cometer os abusos.


"Certa vez, ele abusou de mim quando ele precisava buscar água (para o acampamento) e me fizeram ir com ele para ajudar a carregar os galões. No caminho, ele se aproveitou para ficar passando a mão em mim, mas eu consegui escapar e correr na frente. Meus pais nem perguntaram por que cheguei antes dele. Nem passava pela cabeça dos meus pais que ele pudesse abusar de mim porque confiavam muito nele", conta Tábata.

A frequência de abusos começou a aumentar na mesma proporção em que crescia o incômodo que a garota sentia. Sua vontade era contar os atos violentos para o pai dela.


"Meu pai sempre foi muito estressado, pilhado. Eu tinha medo que ele pudesse matar ele (fotógrafo), ir preso. Começam a passar mil coisas na cabeça de uma criança. E também tem o receio de que seus pais não vão acreditar no que você está passando", afirma Tábata.
Tábata relata que os primeiros abusos ocorreram de acordo com as oportunidades. Mas logo o fotógrafo passou a estudar o dia a dia da família para saber quando a garota estaria sozinha em casa.


Ele descobriu que a irmã mais velha de Tábata fazia magistério e a mãe trabalhava à noite. Conhecia a rotina de futebol noturno do pai da garota e passou a procurá-la nesses horários.
"Ele dizia: 'Só um pouquinho, só um pouquinho'. Ele nunca me agrediu com tapas, mas me segurava à força, mesmo eu sendo uma menina grande para a minha idade", lembra Tábata.


Ela não se recorda de ameaças feitas pelo estuprador, mas diz que ele pedia para que ela não comentasse com os pais o que acontecia entre eles. Os abusos ocorreram durante cerca de 2 anos e meio.
Tábata conta que passou a ter maior consciência do crime aos 11 anos, quando começou a gritar, xingar e resistir, em vão, aos abusos. Na época, ela decidiu que contaria para a sua mãe.
Porém, a mãe de Tábata foi diagnosticada com transtorno bipolar e seu estado de saúde a desencorajou a revelar os estupros.
 

Mais vítimas
 
Nessa mesma época, o pai da garota teve um relacionamento extraconjugal com a mulher do fotógrafo. O caso foi descoberto e colocou um ponto final na amizade entre os casais e na rotina de abusos.

Nessa época, Tábata decidiu relatar as agressões apenas para sua amiga mais próxima, que passava o dia todo com ela e tinha sua confiança. A única condição foi que a menina não contasse para ninguém, o que foi respeitado.


Durante um período, Tábata preservou a mãe, que tinha frequentes crises psiquiátricas - mesmo à base de medicamentos - e decidiu não contar para a irmã porque as duas não eram tão próximas e tinham algumas brigas.


A doença da mãe, no entanto, reaproximou as duas e Tábata decidiu relatar os abusos pela primeira vez à irmã, em outubro de 2006. "Quando contei, ela entrou numa crise de choro desesperadora. Imediatamente, ela ligou para o meu pai, que já era divorciado da minha mãe havia dois anos. Até hoje eu fico com um arrependimento de fazer as pessoas sofrerem tanto. Eu fico pensando se valeu a pena contar", diz Tábata.


Ela diz que, ao longo dos anos, tentou esquecer os detalhes dos estupros para se proteger emocionalmente. O tempo passou e as memórias dos abusos continuavam a rondar seus pensamentos.


Numa tentativa de "não surtar" e aliviar o peso das lembranças, Tábata passou a contar a história para outras amigas de colégio na adolescência.
Em 2008, quando tinha 16 anos, uma de suas amigas contou o caso para a mãe, que, por coincidência, conhecia o fotógrafo e chamou Tábata para conversar.


"Ela me disse que tinha ouvido falar que esse fotógrafo também tinha abusado de outras meninas. Aquilo me deu muita revolta. Eu achei que ele tinha feito aquilo só comigo, mas logo pensei que aquele cara estava acabando com a vida de outras pessoas, outras meninas", disse.
Sete anos após o primeiro abuso, Tábata relatou o histórico de agressões à Polícia Civil, registrou um boletim de ocorrência e uma investigação foi iniciada. Mas ela nunca foi chamada para voltar a depor e o inquérito ficou engavetado.
 
Quatro anos depois, o processo foi para o Ministério Público, onde a ação ficou mais dois anos parada. Tábata, então, foi pessoalmente à Promotoria perguntar o motivo da estagnação.


"Eu estava conversando com uma assessora do promotor, mas ela não sabia me dizer porque ele não tinha denunciado o caso, quando eu me alterei e passei a levantar a minha voz. Nesse momento, ele (promotor) saiu da sala dele e foi grosseiro comigo. Disse que fazia muito tempo, que não tinha provas e que eu demorei pra denunciar", conta.


Tábata entrou em desespero. Contou chorando para o pai que seu caso tinha acabado e que o fotógrafo nunca seria julgado. Mas o pai dela se lembrou que um comerciante que morava na região havia relatado que o fotógrafo também tinha abusado de sua filha quando ela tinha 9 anos.
Na época do crime, o comerciante agrediu o fotógrafo quando soube que ele tinha passado a mão nos seios de sua filha. Tábata foi pessoalmente falar com a mãe da vítima para pedir auxílio.


"Eu pedi para ela depor para que o Ministério Público soubesse da conduta dele e pudesse denunciar. Eles aceitaram depor, então levei o nome dela e dos pais à Promotoria para que tivessem provas", disse.


Após o novo depoimento, a Promotoria entendeu que o fotógrafo tinha um histórico de abusos e, finalmente, o denunciou por pedofilia. Um ano depois, em 2013, ocorreu a primeira audiência.

Julgamento
 
Durante a audiência no tribunal, conta Tábata, o fotógrafo negou ter tido relações sexuais com a menina. "Eu só li a sentença. Mas ele disse que eu inventei tudo aquilo porque eu queria me vingar dele. Ele dizia que eu fiz aquilo porque meu pai não teria conseguido sair com a esposa dele", conta Tábata.
O homem foi condenado por estupro a 7 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. O depoimento da segunda vítima foi essencial para comprovar o histórico de violência sexual do fotógrafo. O criminoso entrou com recurso e respondeu ao processo em liberdade. Depois de um ano e meio, houve a confirmação da sentença em segunda instância.


Nesse meio tempo, Tábata, aos 24 anos, concluía seu curso na Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. "Eu fui focada em fazer o meu trabalho, sem me apegar ao que tinha ocorrido no passado. Procurei deletar tudo da minha cabeça", conta.
Mas, no fundo, os abusos que sofreu foram decisivos na decisão de ser policial. A vontade de Tábata era "pegar todos os estupradores", mas decidiu não só evitar, mas se afastar completamente de casos ligados a crimes sexuais em seu cotidiano profissional.


"Eu não teria autocontrole para não agredir um abusador, manter o profissionalismo em casos bárbaros como os de agressões a bebês. E meu papel na polícia é exercer a minha profissão conforme a lei", diz.


E, quando ela menos esperava, surgiu sua oportunidade de cumprir a lei. A polícia recebeu a ordem de cumprir o mandado de prisão contra o fotógrafo. Tábata estava junto.


"No dia 22 de dezembro de 2016, pedi apoio, fomos em oito ou dez policiais até que o localizamos e executamos o mandado. Ele estava escondido numa chácara isolada, na beira de um rio. Naquele dia, meu colega fez a revista e a prisão. Mas eu fiz questão de bater a porta da cela, como se fosse para encerrar esse ciclo."
 
Menos de um ano depois, no dia 19 de dezembro de 2017, o fotógrafo saiu pela porta da frente do presídio. Devido ao seu bom comportamento e dias descontados por trabalhar na horta e na cozinha do presídio, ele teve sua pena reduzida e hoje está livre.
 
 Trauma
 
Desde a infância, Tábata sempre foi muito falante e extrovertida. Mas os abusos criaram nela barreiras até o início da fase adulta.
"Eu sentia uma sensação ambígua: queria me relacionar com as pessoas, mas tinha medo porque sempre lembrava das agressões e tinha vergonha do meu corpo. Quando as meninas falavam em sexo e filhos, eu achava aquilo o fim do mundo porque via o sexo como uma coisa ruim", relata Tábata.


Hoje, ela diz que evita lidar no cotidiano profissional com casos de violência sexual e conta que revive seu caso sempre que atende casos de estupro. Para as famílias, no entanto, ela acredita que sua história pode servir como um alerta.


"Eu diria para as mães conversarem muito com seus filhos e instigá-los a contar sobre qualquer comportamento de adultos que sejam impróprios . E dizer que vão acreditar na versão deles. Às vítimas, digo que tive dificuldade e superei, mas que eles não podem se revitimizar porque o problema ocorre na proporção que você o alimenta. Eu sempre digo que a vítima não é culpada. O que aconteceu não foi em decorrência da postura ou da roupa que ela estava usando, mas pelo fato de o agressor ser uma pessoa doente."
 
*A pedido da policial civil, seu nome verdadeiro foi omitido nesta reportagem. O nome do agressor e a cidade onde os abusos aconteceram também foram omitidos para proteger a identidade das vítimas.

Fonte: G1 SC

Ações trabalhistas têm queda de 38% em Santa Catarina

Mudanças impostas pela reforma trabalhista, que passou a valer desde 11 de novembro do ano passado, fizeram despencar as ações levadas à Justiça do Trabalho em Santa Catarina. Entre os dois últimos meses de 2017 a abril deste ano, as varas trabalhistas do Estado receberam 33,3 mil novos casos, o que representa uma queda de 25% comparada com as 44,5 mil ações ajuizadas no mesmo período entre 2016 e 2017. 

Se considerado apenas o intervalo de janeiro a abril, a redução de processos trabalhistas no Estado chega a 38% em 2018. Como as ações movidas por trabalhadores caíram em todo o país nos últimos meses, uma das explicações para o cenário de retração tem a ver com as dúvidas no meio jurídico sobre como os juízes aplicariam a nova lei. Além das incertezas, a possibilidade de o trabalhador ser obrigado a bancar despesas periciais e advocatícias da parte vencedora também freou a demanda. 

Estatísticas do Tribunal Regional do Trabalho em Santa Catarina (TRT-SC) ilustram a diferença: quase 12 mil novas ações surgiram quando terminava o prazo para acionar a Justiça com base nas regras anteriores, em novembro, enquanto apenas 2,4 mil casos foram ajuizados em dezembro, já sujeitos às mudanças. 

A presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 12ª Região (Amatra 12), juíza Andrea Cristina de Souza Haus Bunn, aponta que o período de quatro meses entre a assinatura da reforma e a vigência da nova lei não permitiu que as mudanças fossem estudadas a fundo. Na prática, advogados e trabalhadores ficaram mais inseguros antes de mover ações. 

— Isto se prolongou desde o final do ano passado até o início deste ano — avalia a magistrada catarinense. 

A presidente da entidade acredita que a queda na demanda processual deve estabilizar nos próximos meses, voltando a patamares mais próximos de anos anteriores. O que pode mudar definitivamente com a aplicação da reforma, avalia a juíza, é o volume de reivindicações em um mesmo processo. 

A tese é de que direitos básicos, como verbas rescisórias não pagas, ainda vão amparar a maioria das ações. Mas outros pedidos comuns, como horas extras não pagas, insalubridade e dano moral, podem ser menos frequentes porque o empregado terá de pagar os honorários da parte contrária se não comprová-los e perder a causa. 

— O processo vai continuar existindo, mas com menos pedidos formulados dentro dele. Esses pedidos vão ter que ser mais certeiros — avalia a juíza. 

O juiz Marcel Higuchi, magistrado auxiliar da presidência do TRT-SC, que atua como gestor estratégico e de metas, concorda que a análise do risco das despesas de sucumbência (honorários periciais e advocatícios da parte vencedora) é o fator decisivo para a atual redução da demanda nas varas trabalhistas. 

Embora também entenda que as novas ações devam ficar mais enxutas em relação às reivindicações, Higuchi observa que o recebimento de processos voltou a ser positivo em alguns municípios e ainda é cedo para estimar a diminuição efetiva de processos trabalhistas a longo prazo. Por causa do recuo momentâneo no volume de ações, o magistrado aposta que a tramitação dos processos pode ser mais rápida por algum tempo. 

— Se há um número menor de processos, naturalmente você tem uma tranquilidade maior para analisar, mais cuidado, melhor fundamentação e também mais celeridade porque consegue julgar mais. Acredito que é um efeito positivo — analisa. 

Mudanças à parte, o juiz reforça que a conciliação é a medida mais eficiente para evitar conflitos judiciais longos e onerosos. 

— É uma cultura que a gente deveria ter de judicializar menos e resolver mais nossas pendências, seja administrativamente ou dentro do processo, mas por conciliação — acrescenta. 

Cenário contrário em Indaial 
A Vara do Trabalho de Indaial, no Vale do Itajaí, vive realidade contrária ao restante do Estado. Enquanto antes da reforma trabalhista eram recebidos cerca de cem novos processos ao mês, somente no último mês de março a unidade recebeu uma enxurrada de 632 ações. Isto fez com que Indaial apresentasse aumento de 129% nas ações trabalhistas no período verificado entre janeiro e abril. 

O fenômeno tem explicação. Tratam-se de processos movidos por sindicatos exigindo o pagamento da contribuição sindical, também conhecida como imposto sindical, que após a reforma passou a ter caráter facultativo. Segundo informações do TRT-SC, do total de ações recebidas 561 (89%) tratavam exclusivamente da contribuição sindical, que representa o desconto anual de um dia do salário do empregado. 

A reforma estabeleceu que a contribuição só pode ser descontada com autorização prévia e escrita do trabalhador. Mas a mudança é contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) com o argumento de que, como se trata de tributo, a contribuição não pode ser facultativa. 

Em maio, a Seção Especializada 2 do TRT-SC indeferiu sete recursos de sindicatos que exigiam, por meio de liminares contra empresas, o desconto obrigatório da contribuição sindical dos trabalhadores. O impasse ainda depende de posicionamento do STF, mas até lá a tendência é a de que os órgãos colegiados e o Pleno do TRT-SC defendam a impossibilidade do desconto obrigatório por liminar.

Fonte:DC

JUNHO VERDE EM INDAIAL CONTARÁ COM AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO PARA O MEIO AMBIENTE

JUNHO VERDE EM INDAIAL CONTARÁ COM AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO PARA O MEIO AMBIENTE

O mês de junho, em Indaial, será dedicado às ações do Junho Verde, uma série de atividades alusivas à promoção e valorização do meio ambiente.

Neste ano a campanha tem como tema “O que você faz pelo meio ambiente?”, destacando a importância de cada um no meio em que vivemos e de que forma ou como podemos contribuir para um meio ambiente sustentável.

A programação irá contemplar Parada Ecológica, oficinas, palestras, visitações, concerto, corrida, plantio de mudas, descarte de lixo eletrônico, expedição pelas Ilhas de Indaial e trilha na FIC.

As atividades estarão sob a coordenação da Prefeitura de Indaial, através da Secretaria de Urbanização e Meio Ambiente, em parceria com Secretarias e Fundações Municipais e demais órgãos públicos; Câmara de Dirigentes Lojistas de Indaial (CDL), Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi), Aromi e Vita, Guardiões do Itajaí-Açu, Associação de Canoagem Vale do Rio Benedito, Grupo Vale Aventura Indaiá, Anjos do Mar, Projeto Bugio, Uniasselvi, Epagri, Casan, Agroviva, Grupo Escoteiro Duque de Caxias – Tropa Sênior Avalanche e Grupo de Treinamento e Salvamento na Mata.

Confira a programação completa:

05/06 – Largada e Blitz Ecológica

Ações de proteção do meio ambiente e distribuição de material informativo

Local: Praça da Prefeitura (Av. Getúlio Vargas, Centro)

Horário: 9h

Público-alvo: servidores dos órgãos públicos e comunidade em geral

05/06 – Parada Ecológica

Parada de 15 minutos para realizar ações voltadas à proteção do meio ambiente

Local: Escolas e Unidades de Educação Infantil

Horário: 8h e 14h

Público-alvo: educandários

05/06 – Abertura Oficial e Formatura de Alunos do Projeto Defensores Ambientais

Local: Acidi (Rua Ver. Alvin Rauh Júnior, 100, Nações)

Horário: 19h

Público-alvo: alunos, pais, convidados e público em geral

05 a 30/06 – Campanha Lixo Inteligente, Descarte Consciente

Ação organizada pela Prefeitura e CDL para incentivar o descarte de lixo eletrônico

Local: Mais de 50 pontos de entrega voluntária

Público-alvo: comunidade em geral

08/06 – Oficina de decoração com garrafa PET

Local: Galpão da Fundação Indaialense de Cultura

Horário: 8h30 às 17h

Público-alvo: artesãos multiplicadores

09/06 – Plantio de mudas

Horário: 9h

Local: Ruas São Francisco e Osvaldo Cruz, Centro

Público-alvo: servidores e Grupo Escoteiro Duque de Caxias

11 a 15/06 – Visitação ao Centro de Triagem de Resíduos Sólidos

Local: Galpão de Triagem (Rua Anna Bauer, Warnow)

Público-Alvo: comunidade em geral mediante agendamento prévio pelo telefone 3333-4520 (grupo de até 10 pessoas)

15/06 – Workshop Aromaterapia: a natureza a seu favor

Palestrante: bióloga Fabiana de Fávere

Local: Auditório do Indaprev (Av. Castelo Branco, 109, Centro)

Horário: 19h

Público-alvo: comunidade em geral mediante inscrição gratuita prévia com a “Aromi e Vita” pelos telefones 98833-1747 ou 3333-4520

16/06 – Expedição Pelas Ilhas de Indaial

Diagnóstico do Rio Itajaí-Açu

Local: saída da Ilha do Rio Morto, passando pelas ilhas das pontes com parada para plantio de ipês e chegada na Ilha dos Trapalhões

Horário da saída: 9h

Público-alvo: Grupo de Kaiak e Canoagem do Vale (Guardiões do Itajaí, Grupo Vale Aventura Indaiá e Anjos do Mar)

20/06 – Reunião extraordinária dos conselhos de Meio Ambiente, Turismo, Agricultura, Saneamento e Cultura

Apresentação de projetos e expedições realizadas no Município de Indaial

Local: Câmara de Vereadores (Rua Pref. Frederico Hardt, 148, Centro)

Horário 19h

Público-alvo: conselheiros e comunidade em geral

20 e 21/06 – Oficina Alimentação Saudável e Consumo Consciente

Responsável: Uniasselvi

Local: Polo Uniasselvi Centro – Indaial

Horário: 14h às 17h

Público-alvo: agentes comunitárias de saúde

23/06 – Concerto Junho Verde: uma viajem musical pelas obras de grandes compositores com a Camerata Tocarte e a Orquestra de Câmara de Indaial

Local: Câmara de Vereadores (Rua Pref. Frederico Hardt, 148, Centro)

Horário: 19h

Público-alvo: comunidade em geral

24/06 – 1ª Corrida de Revezamento nas Trilhas do Parque
Percurso: 11,2Km

Local: Parque Municipal Jorge Hardt (Rua Alfredo H. Hardt, Ribeirão das Pedras)

Horário: 8h

Público-alvo: comunidade em geral

Inscrições: R$60 dupla ou R$40 individual. Em breve no site www.desafioagora.com.br

28/06 – Palestra com demonstração de método de compostagem de resíduos domésticos e reciclagem

Responsável: Epagri

Local: sede da secretaria de Agricultura

Horário: 13h30

Público-alvo: mulheres agricultoras

25 a 29/06 – Abertura para visitação ETA e ETE

Local ETA: Av. Brasil, 1.423, Rio Morto

Local ETE: Avenida Carlos Schroeder, 815, Nações

Horário: 9h às 12 e 14h às 17h

Público-alvo: comunidade em geral, não é necessário agendamento

29/06 – Palestra: O que são Resíduos Sólidos Urbanos, quais seus impactos e como amenizá-los?

Palestrante: Karine Krüger, engenheira ambiental e diretora de Resíduos Sólidos na Prefeitura de Indaial

Horário: 19h

Local: Fórum

Público-alvo: apenados e servidores do Fórum

30/06 – Curso prático sobre alimentação saudável, agroecologia e produção sustentável

Responsável: Agroviva

Local: Sítio da Ledi (Rua Tifa da Linguiça, 2.300, Encano Alto)

Horários: Duas turmas (1ª das 8h às 12h/2ª das 13h às 17h)

O curso é gratuito com visitação no sítio. Apenas o café servido com alimentos orgânicos produzidos no sítio será por adesão: R$15

Público-alvo: comunidade em geral mediante inscrição prévia pelos telefones 99946-0747 ou 99981-7777

5, 8, 12, 15, 19, 22, 26 e 29/06 – Na trilha da FIC com o Projeto Bugio

Responsáveis: Monitores do Projeto Bugio

Público-alvo: escolas públicas e particulares do município e região mediante agendamento prévio pelo telefone 3333-1964

30/06 – Dia D “Junho Verde”

Apresentações musicais e teatrais, exposições, gastronomia, entre outras atividades

Local: Av. Beira Rio, Centro

Horário: 9h às 14h

Público-alvo: comunidade em geral


Fonte: Imprensa de Indaial

Caminhoneiros entram no 8º dia de protesto em rodovias de SC

Paralisação ocorre simultaneamente em estradas federais e estaduais; impactos ocorrem nas áreas de educação, transporte, comércio e saúde.

Os caminhoneiros entraram no oitavo dia de protesto em rodovias de Santa Catarina contra a alta do preço do diesel, nesta segunda-feira (28). Nesta manhã, as policias Rodoviária Federal e Militar Rodoviária não repassaram balanço de pontos de paralisação em rodovias que cortam o estado.
O presidente Michel Temer anunciou série de medidas após reunião com caminhoneiros no domingo (27), no entanto a Arteris Litoral Sul informou que manifestantes estão em cinco pontos da BR-101 fora da pista e sem causar alterações no tráfego. Há outros pontos de atenção em rodovias federais e estaduais nesta manhã.


De acordo com a concessionária, os pontos de atenção são no km 6, acesso a Garuva, km 26 em Joinville, sentido Paraná; no km 75 em Araquari, sentido Rio Grande do Sul; km 116 em Itajaí, no sentido Rio Grande do Sul; no km 215 em Palhoça, também no sentido Rio Grande do Sul. Nesses lugares, apenas veículos de carga não estão passando.
Na noite deste domingo, o governador Pinho Moreira (MDB) se reuniu com o comitê de crise do governo catarinense. Ele voltou a falar em diálogo com os líderes do movimento e mostrou preocupação com a agroindústria.
 

Acordo possibilita abastecimento de aeroportos catarinenses (Foto: Jaqueline Noceti/Secom)
 

Veja os principais reflexos da paralisação no estado:
 

Combustível
 
Em Santa Catarina, 254 dos 295 municípios relataram problemas de abastecimento de combustíveis, conforme dados do governo estadual divulgados na sexta.
Em Florianópolis, na manhã desta segunda-feira, uma longa fila se formava em um posto de gasolina no Centro da cidade, um dos único estabelecimentos com venda direta para o consumidor. Não há mais combustíveis em boa parte das cidades do estado, como Blumenau.
 

Alimentos
 
As Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa-SC) dizem que há desabastecimento de aproximadamente 85%. A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) informou que já há falta de vários produtos nos estabelecimentos. Sem produtos, a Ceasa de Joinville foi fechada.
 

Transporte público
 
Em Florianópolis, o transporte coletivo nesta segunda-feira (28) opera com horários de sábado para as linhas convencionais, já os executivos (amarelinhos) estão suspensos.
 

Aeroportos
 
Os aeroportos de Florianópolis, Navegantes e Joinville receberam durante a madrugada cargas de combustível de aviação para poder operar pelos próximos dias. Ao todo, oito carretas carregadas de querosene para aeronaves garantirão os voos ao menos pelas próximas 48 horas. A operação contou com o apoio do Exército, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar e dos bombeiros. Nos outros aeroportos, as operações estão restritas para pousos.
 

Saúde
 
As cirurgias eletivas (agendadas) estão suspensas na rede estadual, que tem 13 hospitais próprios. Os procedimentos cirúrgicos serão reagendados.
Todos os cinco hospitais particulares da Grande Florianópolis decidiram no sábado cancelar as cirurgias eletivas. Outros dez hospitais filantrópicos ou privados também suspenderam as cirurgias eletivas, informou a Associação e Federações dos Hospitais de Santa Catarina.
 

Educação
 
Unidades das redes pública e privada de educação estão com aulas interrompidas. Não há aulas neste segunda nas seguintes universidades:
 

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - todas as unidades
Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) - 17 dos 22 campi
Universidade do Vale do Itajaí (Univali) - todas as unidades
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) - 7 campi
Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac)
Faculdade Ielusc
UnoChapecó e a Unoeste
A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) emitiu nota orientando que as aulas e expediente sejam mantidos nesta segunda, mas afirma que cada centro tem automia para decidir sobre a manutenção das aulas.
 

As redes municipais de Lages, Balneário Camboriú, Palhoça, Chapecó, São Francisco do Sul, Joinville, Rio Negrinho e São Francisco do Sul comunicaram estarem sem aulas nesta segunda.
A Secretaria de Estado da Educação informou que das 1.073 escolas da rede estadual, 80 não terão aulas devido à falta de combustível para o transporte escolar ou por dificuldades no para garantir a alimentação dos alunos.
 

Coleta de lixo e serviços públicos
 
Em Florianópolis, a coleta de lixo, que havia sido alterada, voltou a operar na noite de sexta, após negociação da prefeitura com caminhoneiros para liberação de combustíveis. Blumenau e São Joaquim também tiveram serviços afetados. Boa parte das prefeituras do estado interrompeu obras que utilizam máquinas pesadas para garantir gasolina.
Em Jaraguá do Sul, a coleta de lixo foi paralisada temporariamente e a orientação é que a população não coloque os sacos de lixo orgânicos nas calçadas, para evitar a proliferação de vetores e animais.
A Prefeitura de Concórdia decretou situação de emergência.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) suspendeu os prazos processuais até sexta (1º).
 

Indústria
 
A Aurora de Chapecó e a BRF de Concórdia e Itapiranga suspenderam o abate. Ao menos 20 mil propriedades rurais e 20 indústrias de Santa Catarina foram impactadas pela greve dos caminhoneiros.
Caminhões de ração começaram a ser escoltados no sábado. Eles recebem um adesivo indicativo da Defesa Civil. De acordo com o Sindicado Regional de Aves e Suínos, alguns animais já estavam a 48 horas sem alimentos.
 

Energia e abastecimento (água e luz)
 
Caminhões carregados com produtos químicos para o tratamento de água puderam chegar ao destino no domingo para abastecer as unidades da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) de todo o estado com sulfato de alumínio líquido, hidróxido de cálcio em suspensão e cloro gás. Com isso, a companhia pode operar normalmente, conforme o governo do estado.

Fonte: G1 SC
 

Temer diz que governo acionou 'forças federais' para desbloquear estradas

Ele disse que 'minoria radical' insiste na paralisação, apesar do acordo do governo com caminhoneiros. Segundo ministério, caminhões não poderão ficar nem nos acostamentos.

O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (25), em pronunciamento no Palácio do Planalto, que acionou forças federais para desbloquear estradas, ocupadas por caminhoneiros em greve.


Temer optou por acionar as forças federais depois de se reunir com ministros para uma "avaliação de segurança" no país, já que a greve dos caminhoneiros continuou, apesar do acordo firmado entre governo e representantes da categoria na noite de quinta (24).
Segundo a assessoria do Ministério da Segurança Pública, as forças federais incluem Exército, Marinha, Aeronáutica, Força Nacional de Segurança e Polícia Rodoviária Federal (PRF).


O governo informou que já entrou em contato com governadores, para que as polícias militares também sejam utilizadas na operação para desbloquear rodovias estaduais.
Em razão da paralisação, faltam alimentos em supermercados e combustível em postos de gasolina. O transporte coletivo em diversas cidades foi afetado, indústrias pararam atividades e voos começaram a ser cancelados por falta de combustível nos aeroportos.
 

"Comunico que acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo."
 
Temer disse que tomou a decisão para evitar desabastecimento generalizado para a população.


"Não vamos permitir que a população fique sem gêneros de primeira necessidade. Não vamos permitir que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas. Não vamos permitir que crianças sejam prejudicadas pelo fechamento de escolas. Como não vamos permitir que produtores tenham seu trabalho mais afetado", afirmou Temer.


O governo vai publicar um decreto na tarde desta sexta-feira para autorizar o acionamento das forças federais.
Apesar do decreto ainda não ter sido publicado, as Forças Armadas já estão mobilizadas, segundo o governo, mas vão esperar a publicação para iniciar os trabalhos.


Ainda de acordo com a assessoria, as rodovias devem ser totalmente liberadas. Com isso, caminhoneiros manifestantes não poderão ficar nem no acostamento. Os militares vão poder entrar em caminhões, se for o caso, para retirá-los da via.

Os caminhões poderão ser apreendidos e os motoristas, presos.
O governo informou q

ue já entrou em contato com governadores, para que as polícias militares também sejam utilizadas na operação para desbloquear rodovias estaduais.
Segundo o governo, a prioridade do desbloqueio é garantir abastecimento de combustível em seis aeroportos e duas termelétricas. Entre os aeroportos, estão Brasília, Recife, Congonhas, Confins e Porto Alegre.

'Minoria radical'
 
Temer disse que o governo atendeu aos pedidos dos caminhoneiros, mas, segundo ele, uma "minoria radical" não quis cumprir o acordo.
“Atendemos 12 reivindicações prioritárias dos caminhoneiros, que se comprometeram a encerrar a paralisação imediatamente. Esse foi o compromisso conjunto. Esse deveria ter sido o resultado do diálogo”, disse o presidente.
“Muitos caminhoneiros, aliás, estão fazendo sua parte, mas infelizmente uma minoria radical tem bloqueado estradas, impedido que muitos caminhoneiros levem adiante o seu desejo de atender a população e fazer o seu trabalho”, completou.

Confaz
 
Durante a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que decidiu por uma redução extra de R$ 0,05 no preço do diesel, o presidente Michel Temer defendeu sua decisão de convocar Forças Armadas, Força Nacional de Segurança e Polícia Rodoviária Federal para dar fim à greve dos caminhoneiros e liberar as estradas.


Para Temer, a população esperava “uma palavra dessa natureza”.


“Assim como nós tivemos coragem do diálogo, nós temos a coragem de exercer autoridade. E eu estou colocando todas as forças federais para garantir a livre circulação e, naturalmente, o abastecimento do país. Eu acho que o país esperava uma palavra dessa natureza”, declarou o presidente.
Ele afirmou que o governo federal está acompanhando a greve dos caminhoneiros desde o início, porque “desde logo, desde a deflagração do movimento, percebemos a gravidade desse movimento”.


Temer avaliou que a greve “está atingindo seu pico no dia de hoje” e que diante do quadro, foi preciso adotar a medida.
O presidente disse ainda aos secretários estaduais de Fazenda que participavam da reunião que está entrando em contato com os governos estaduais para garantir a normalização das estradas.


"Como os senhores vão voltar para os seus estados, eu já me comuniquei com vários governadores, estamos falando com vários governadores, para que eles também ajudem, com seus instrumentos de segurança, a regularização do transporte nessas regiões. Se não assegurarem, as forças federais assegurarão”, declarou.

Fonte: G1 Globo.com

Foto: Mídias Sociais

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